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Quem é responsável pelo lixo pós Blocos?

Quem é morador sabe – Prefeitura do Rio de Janeiro só cuida do lixo quando o bloco passa. Mas e depois? Os milhares de foliões que ficam vagando e se divertindo após os blocos passarem, costumam jogar lixo no chão e, quando querem jogar no lixo, estes já estão lotados. As ruas ficam sujas e com mal cheiro por dias, como se o lixo não estivesse lá.

 

Neste caso da foto, a maior parte do lixo vem so Subway que está localizada no início da Ataulfo de Paiva. Evidentemente os funcionários, ao fechar, não se sentiram responsabilizados por limpar a sujeira.

Carnaval da desordem

O Globo de hoje publicou uma excelente matéria sobre a desordem do Rio de Janeiro. Enquanto o Presidente da RioTur, Marcelo Alves, enche a boca para falar do crescimento no número de Blocos do Rio de Janeiro, esquece o outro lado, que é o conforto dos turistas que o Rio de Janeiro está recebendo. Não só dos turistas, é claro, mas do próprio morador da cidade, que não aguenta mais tanta baderna.

O melhor da matéria, pra mim, são os dizeres do próprio Marcelo Alves “A cidade vive uma crise econômica muito grande. As pessoas recorrem ao comércio ilegal para sobreviver.” Mesmo assim, seu chefe, Marcello Crivella, não se importou em aumentar IPTU dos apartamentos da Zona Sul em 100%, em média (Segundo MP-RJ).

Sr. Presidente da Riotur, crise não é desculpa para extorsão e desorganização.

Mais uma vítima no Rio de Janeiro, próximo ao Bloco Nem Muda Nem Sai de Cima

O Bloco Nem Muda Nem Sai de Cima enviou um comunicado, em sua página do Facebook, sobre a violência em torno do desfile. Infelizmente mais uma vítima do Rio de Janeiro. Leia na íntegra no Facebook.

Queridos foliões e amigos do nosso querido bloco “Nem Muda nem sai de cima”.
Infelizmente vivemos tempos difíceis, tanto na cidade do Rio de Janeiro, quanto no País. O aumento da pobreza, a crescente crise de autoridade (corrupta) e a queda vertiginosa de empregos e oportunidades, principalmente entre os mais necessitados, estão levando o país à uma crise econômica, moral e política sem precedentes. Não somos uma ilha e, por isso, estamos sujeitos à consequência mais explícita desse quadro de degradação social: A violência. Em 23 anos de bloco, nunca vivemos uma situação como a de ontem: Um grande tiroteio próximo ao nosso desfile. O desespero dos foliões, altamente compreensível, dispersou nosso bloco, que já estava concluindo sua trajetória pelas ruas da Tijuca. E o pior, infelizmente, aconteceu: Mais um vítima inocente foi alvejada mortalmente. O jovem Samuel era garçom e estava trabalhando, no bar do Pinto, no momento do tiroteio. Estamos de luto e solidários com os amigos e família. A diretoria do “Nem Muda Nem sai de cima” está planejando um evento futuro para não deixar essa tragédia cair no esquecimento e ajudar, de alguma forma, a família do Samuel. Mas esse triste episódio, JAMAIS dispersará a nossa vocação enquanto moradores e amantes dessa cidade: Ocupar os espaços públicos, abandonados por nossos governantes, e expor o que temos de melhor, ou seja, nossa cultura, arte e alegria de viver. Não vamos nos intimidar e continuaremos nessa luta pelo direito à vida, liberdade e cultura.

Texto de Eduardo Barreto Vasconcelos Junior (Lobão).

Prefeitura do Rio de Janeiro divulgou data errada do ensaio do Bloco de Areia

Comunicado do Bloco Areia sobre a troca da data de desfile, Pela Prefeitura

Comunicado do Bloco Areia sobre a troca da data de desfile, Pela Prefeitura

Bloco Areia fez uma comunicação no Instagram dizendo que a data do ensaio está sendo divulgada errada, pelas agendas na internet. É importante o folião saber que a data é divulgada na agenda oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro, e esta não fez nenhum pronunciamento oficial a respeito.

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Gigantes da Lira lança seu tema e sua camiseta 2018 com Sorvetada na Pracinha

O Gigantes da Lira apresenta a 8ª Sorvetada Gigante, criada pelo bloco mirim como a versão infantil correspondente às tradicionais feijoadas do mundo do samba e carnaval, na qual a criançada se esbalda tomando os sorvetes distribuídos ao som da Banda Gigante e números circenses, no auge do verão carioca.

A festa de abertura da temporada do carnaval dos Gigantes para as crianças e suas famílias, será realizada no dia 13 de janeiro, com apresentação da Camerata Laranjeiras às 10 horas e fusão com o grupo Gigantes da Lira a partir das 11 horas, na Pracinha Jardim Laranjeiras, na Rua General Glicério, em Laranjeiras. O bloco performático irá lançar sua camiseta e seu tema de 2018: “Sonho de uma Lira de Verão – 20 carnavais gigantes”.

A camiseta 2018 foi criada e produzida pela Alphabeto, marca de roupas infantis queridinha dos papais, mamães e crianças. Estará à venda nas tendas armadas no local, aonde a criançada e o público em geral poderão degustar as delícias geladas ao som especial do repertório de marchinhas carnavalescas da Banda do Gigantes, comandada pelos maestros Edimar de Lima e Wanderlei Fernandes.

DATA: 13 de janeiro de 2018
LOCAL: Pracinha Jardim Laranjeiras – Rua General Glicério / Laranjeiras
HORÁRIO: 10h apresentação da Camerata Laranjeiras e fusão 11h com grupo Gigantes da Lira

Blocos da Sebastiana começam a esquentar os tamborins neste sábado

Escravos da Mauá e Gigantes da Lira são alguns que fazem prévia com roda de samba e festa. Desfiles vão de 27 de janeiro a 13 de fevereiro.

Ainda falta cerca de um mês para o carnaval, oficialmente. Mas a folia já corre solta pela cidade desde o início de janeiro. A Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro (Sebastiana) também já vai começar a botar seus 12 blocos na rua, em 14 desfiles previstos até a terça de carnaval. Ou seja, humor, irreverência, sátira e alegria já vão tomar conta da cidade a partir de deste sábado (13).

De acordo com a Sebastiana, o primeiro bloco da associação a dar seu grito de carnaval é o Escravos da Mauá, que promove um réveillon tardio – com queima de 17 segundos de estalinhos – para celebrar os seus 25 anos de fundação. A festa está programada para sábado (13), a partir das 16h, na Feira do Cais, no Boulevard Olímpico, entre os armazéns 3 e 4, na Zona Portuária.

Também no sábado, o bloco infantil Gigantes da Lira promove a sua 8ª Sorvetada Gigante, na abertura da temporada de carnaval, na Praça Jardim Laranjeiras, na Rua General Glicério, em Laranjeiras, na Zona Sul. Na ocasião, o bloco também vai fazer o lançamento de sua camiseta para 2018. Além da banda, as crianças ainda poderão se divertir com acrobacias e brincadeiras com os palhaços do bloco.

E para esquentar os tamborins, o Que Merda É Essa? promove uma roda de samba, das 19h às 22h, no Bar Paz e Amor, na Rua Garcia d’Ávila, em Ipanema, na Zona Sul.

Bateria devidamente aquecida, começam os desfiles. Este ano, o carnaval da Sebastiana começa a partir de 27 de janeiro. E quem abre os cortejos é o Imprensa Que Eu Gamo, que a partir das 15, espalha alegria pelas ruas de Laranjeiras, partindo do Mercado São José.

Grande e tradicionais blocos, como Simpatia É Quase Amor e Carmelitas desfilam duas vezes. E não vai faltar animação. Que, no caso da Sebastiana, só acaba no dia 13 de fevereiro com o desfile do Meu Bem, Volto Já! às 17h, no Leme, na Zona Sul.

Vale lembrar que a agenda ainda será confirmada oficialmente pela Prefeitura do Rio na manhã desta quinta-feira (10).

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História dos Blocos de Rua

“Antes do Carnaval, havia o caos. E o caos se chamava entrudo” afirma o estudioso do Carnaval brasileiro Felipe Ferreira. Isso porque todas as manifestações culturais que, hoje conhecemos no Brasil como carnaval, num primeiro momento não tinham ritmo ou melodia, mas gritos de raiva e risos de deboche, a cara do Entrudo.

O Entrudo foi trazido pelos colonizadores portugueses no século XVI e era basicamente uma brincadeira, onde as pessoas jogavam coisas umas nas outras, principalmente líquidos, e havia uma distinção social. Nas casas de elite havia o entrudo familiar onde se jogavam água de cheiro uns aos outros, já na rua a brincadeira era popular e os líquidos jogados podiam ser até urina e água de esgoto. Como na rua a brincadeira era incontrolável e considerada cada vez mais violenta, foi pouco a pouco sendo recriminada até que se tornou ilegal em 1857 continuou.

A brincadeira continuou existindo, mas foi perdendo espaço para o Zé Pereira, que nada mais era que um grupo de portugueses que saíam às ruas tocando bumbo e tambores, também em tom de algazarra, e eram seguidos por multidões pelas ruas do Rio de Janeiro. O Zé Pereira se tornou a imagem do que se conhece por carnaval de rua na modernidade.

Com o decorrer do tempo, os negros que, anteriormente não tinham um papel ativo nas brincadeiras de rua, passaram a se incorporar às festividades e a partir disso começaram a surgir os cordões. Elementos da cultura do Congo foram se inserindo a partir das coreografias e musicalidade compondo dos Ticumbís e Cucumbís que remontavam à rituais religiosos congoleses. Concubís foi sinônimo de cordão por um tempo, mas foi perdendo sua importância e temos até hoje o termo cordão ou blocos de carnaval.

Esses grupos eram compostos por mascarados que brincavam o carnaval à semelhança do entrudo, agredindo passantes e brigando com grupos rivais. O cordão que se tornou mais famoso foi o Rosa de Ouro com a marchinha composta por Chiquinha Gonzaga, que posteriormente viria a se tornar música símbolo do carnaval brasileiro: “O abre alas que eu quero passar”.

Concomitante aos cordões, existiam os ranchos, que também eram oriundos de celebrações religiosas, porém de origem portuguesa, e passaram a ocupar as ruas com desfiles imponentes cada vez mais opulentos com músicos militares e cantores de ópera. Os ranchos vieram a dar origem ao que hoje conhecemos como carnaval de desfile das escolas de samba, já os cordões continuaram existindo mas tiveram sua importância e prestígio diminuídos na época da ditadura militar em que as liberdades estavam limitadas e o povo mal podia ir para as ruas.

Contudo, mesmo nesse período, manteve-se ativo o quase centenário Cordão da Bola Preta, o mais tradicional do Rio de Janeiro, fundado 1918. E no mesmo ano do golpe militar, em 1964, foi fundado pelos integrantes do jornal Pasquim o bloco chamado Banda de Ipanema. Os músicos usavam ternos e o primeiro desfile partiu do cordão partiu do bar Jangadeiros, então ponto de encontro da boemia de Ipanema. O tema das músicas era basicamente de sátira e crítica social.

“O abre alas que eu quero passar”.

Em 1985, durante as manifestaçõe populares que pediam a volta de eleições diretas, surgiu o bloco Simpatia é Quase Amor também reconhecido por sua irreverência e crítica social.

Nos anos 90, grupos de músicos e estudantes de música passaram a se reunir ao ar livre e, a partir de um bloco chamado Boitatá, que saiu às ruas pela primeira vez em 1996, houve o começo de um movimento de retomada do espaço público e, consequentemente, do carnaval de rua no Rio de Janeiro.

Agora, além de sambas e marchinhas, diversos sons chamam a atenção e cativam um público cada vez mais jovem. O grupo Orquestra Voadora, por exemplo, leva para o carnaval trilhas sonoras de filmes consagrados. Vivemos, desde a última década, um redescobrimento do carnaval de rua. Os blocos estão cada vez maiores e mais numerosos, chegando a reunir milhões de pessoas, e o tom de deboche e crítica social seguem presentes fazendo parte da diversão nessa que é a maior festa popular brasileira.

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